Paracatu, rio bom na língua tupi, é o quinto município mineiro em extensão. Situada na região noroeste de Minas Gerais, conta hoje com aproximadamente 83.000 habitantes. Sua história começa no final do século XVI quando, segundo o historiador Antônio de Oliveira Mello, a região noroeste de Minas foi visitada por diversas bandeiras, dentre elas a de Domingos Fernandes (1599) e a de Nicolau Barreto (1602-1604).
Em 1722, Tomás do Lago Medeiros recebeu a patente
de Coronel de Paracatu, tendo o direito de guadamoria e o privilégio de distribuição das datas de terras desta região do Arraial de São Luiz e Sant'Anna das Minas do Paracatu. O ouro não havia sido descoberto, mas a região já era conhecida e havia a expectativa da descoberta de metais preciosos por ali. Em 1744, os bandeirantes Felisberto Caldeira Brant e José Rodrigues Frois comunicaram à coroa o descobrimento das minas do vale do Paracatu.
Após período de grande crescimento devido ao ouro, o antigo arraial foi eregido em Vila por alvará régio de D. Maria, rainha de Portugal, de 20 de outubro de 1798, atendendo a consulta do Conselho Ultramarino. Pertencia à Comarca do Rio das Velhas com sede em Sabará e passou a denominar-se Vila do Paracatu do Príncipe. Segundo a Revista do Arquivo Público Mineiro, no ano de 1800 a vila possuia ao todo 17450 habitantes, sendo 1935 brancos, 6335 mulatos livres, 3637 negros livres e haviam 327 mulatos cativos e 5216 negros cativos.
A efêmera riqueza logo se dissipou e o declínio produ
tivo do ouro aluvial provocou a decadência econômica da vila. Dos tempos de glória, a cidade conservou duas igrejas construídas no século XVIII, que abrigam uma grande coleção de imagens sacras dos séculos XVIII e XIX. A cidade retomou seu crescimento com base na agropecuária e viveu uma efervescência cultural no século XIX. Desta época ainda existe um conjunto arquitetônico com características particulares e um interesse por todos os tipos de manifestações artísticas e culturais.
Em meados do século XX
, com a construção de Brasília, a região tomou novo impulso e Paracatu beneficiou-se da sua situação às margens da BR040. A transferência da capital federal para o interior do país já havia sido sugerida durante o período monárquico por José Bonifácio de Andrada, que apontou como ideal a localização da comarca de Paracatu. A modernidade chegou trazendo inúmeras transformações, que vão desde um incremento da economia até uma mudança de mentalidade que inclui novos valores, nova arquitetura e novo estilo de vida. Com uma agricultura altamente mecanizada, produção cultural e uma vocação para o turismo histórico e ecológico, a cidade tem muito a oferecer aos visitantes. São muitas grutas e cachoeiras existentes no município que merecem admiração. Como morador recente da cidade, recomendo, para quem gosta de uma boa prosa e de belas paisagens, uma estada no "Rio Bom". Até a próxima postagem.
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Em 1722, Tomás do Lago Medeiros recebeu a patente
de Coronel de Paracatu, tendo o direito de guadamoria e o privilégio de distribuição das datas de terras desta região do Arraial de São Luiz e Sant'Anna das Minas do Paracatu. O ouro não havia sido descoberto, mas a região já era conhecida e havia a expectativa da descoberta de metais preciosos por ali. Em 1744, os bandeirantes Felisberto Caldeira Brant e José Rodrigues Frois comunicaram à coroa o descobrimento das minas do vale do Paracatu.
Após período de grande crescimento devido ao ouro, o antigo arraial foi eregido em Vila por alvará régio de D. Maria, rainha de Portugal, de 20 de outubro de 1798, atendendo a consulta do Conselho Ultramarino. Pertencia à Comarca do Rio das Velhas com sede em Sabará e passou a denominar-se Vila do Paracatu do Príncipe. Segundo a Revista do Arquivo Público Mineiro, no ano de 1800 a vila possuia ao todo 17450 habitantes, sendo 1935 brancos, 6335 mulatos livres, 3637 negros livres e haviam 327 mulatos cativos e 5216 negros cativos.
A efêmera riqueza logo se dissipou e o declínio produ
tivo do ouro aluvial provocou a decadência econômica da vila. Dos tempos de glória, a cidade conservou duas igrejas construídas no século XVIII, que abrigam uma grande coleção de imagens sacras dos séculos XVIII e XIX. A cidade retomou seu crescimento com base na agropecuária e viveu uma efervescência cultural no século XIX. Desta época ainda existe um conjunto arquitetônico com características particulares e um interesse por todos os tipos de manifestações artísticas e culturais.
Em meados do século XX
, com a construção de Brasília, a região tomou novo impulso e Paracatu beneficiou-se da sua situação às margens da BR040. A transferência da capital federal para o interior do país já havia sido sugerida durante o período monárquico por José Bonifácio de Andrada, que apontou como ideal a localização da comarca de Paracatu. A modernidade chegou trazendo inúmeras transformações, que vão desde um incremento da economia até uma mudança de mentalidade que inclui novos valores, nova arquitetura e novo estilo de vida. Com uma agricultura altamente mecanizada, produção cultural e uma vocação para o turismo histórico e ecológico, a cidade tem muito a oferecer aos visitantes. São muitas grutas e cachoeiras existentes no município que merecem admiração. Como morador recente da cidade, recomendo, para quem gosta de uma boa prosa e de belas paisagens, uma estada no "Rio Bom". Até a próxima postagem.
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